
Galera! Eu hoje estou em “estado de graça”, sabe? Nada me abala, vou explicar… Ontem foi feriadão e tirei o dia para fazer a terapia do amor. Foi aniversário do meu pai, então combinamos um almocinho em Embu das Artes com minhas irmãs, alguns tios e a lindinha da minha avó paterna, a vovó Aurea. Foi tão gostoso fazer o encontro de 4 gerações, sim, porque claro que levei o meu filhote, ele é presença obrigatória nos encontros de família, todo mundo que tirar uma lasquinha da sua deliciosa companhia, o vovô (meu pai) então, fica babando!!!

Tão bela quanto a infância e seus aprendizados é a velhice e sua sabedoria… Foi tão legal ver que minha vozinha está lucida, serena, bem humorada, consciente de suas limitações e vaidosa, sim, antes de tirar fotos ela sacou um pente da bolsa e lá foi ela se produzir, fofa! Franzina, sua marca registrada são as pérolas que sempre as usa quando vai passear, ela é muito chique na sua mais alta simplicidade, jura que não gosta de doce, mas não dispensa um sorvetinho.

Terminado meu deleite de amor e carinho, ainda tinha um segundo tempo a noite com meus avós maternos – Só com os netos! – O motivo era especial, há 3 anos meu avo teve o diagnóstico de mal de Alzheimer, imagina como a família toda ficou preocupada, e como a vida dele mudou, porém ele nunca teve nenhum lapso serio de memoria, só trocava uns nomes aqui e alí, mas nada fora do normal para uma pessoa na sua idade, e com netas que tem nomes iniciados com a mesma letra, ‘D’ou ‘C’… O fato é que este ano outro medico o examinou e o liberou para que vivesse sua vida normal - Fora um diagnóstico errado, nossa felicidade foi tão grande que é impossível descrever, precisávamos comemorar essa notícia e aproveitar ainda mais da sua companhia, suas piadas, sua boa memoria, ele que sempre foi um excelente contador de histórias, daqueles vovôs que inventam muitas histórias para que nossa vida seja mais colorida, sabe? Ele sempre teve personagens criados em sua imaginação, e que nós jurávamos existir, mesmo quando já não acreditávamos mais em papai noel, ele tinha respostas para todas as perguntas de uma criança, e uma psicologia infantil… Sempre viajamos muito, brincamos muito e enquanto quisemos ele e minha vó, a Maria (vovó de comercial), estiveram muito presente, depois veio a adolescência, a juventude, e eles sempre nos observando e participando como permitíamos, nos respeitando e aconselhando no que precisássemos, e assim ainda é.

Não posso terminar este post sem fazer jus a importância que a vovó Maria tem em minha vida, porque além de tudo, amanhã (27) é aniversário dela, e é nela que penso sempre que tenho um sonho, um objetivo a ser cumprido, ela me ensinou a ter auto estima, a superar desafios, sempre com uma palavra positiva e agradecendo sempre, antes mesmo de ser agraciada, porque no final ‘a vitória demora mas vem!’

Ah, enquanto minha vó Aurea, tem as pérolas como sua marca, meu avô tem a tal da camisa Grená… Ele adora essa cor porque era assim da camisa do Juventus no tempo dele, #coisademenino, e enquanto isso a Vovó Maria sempre traz consigo uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, a quem ela é devota! E esses são os tesouros da minha vida, a quem eu agradeço por estar aqui.